quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A. W. Pink

A. W. Pink
Por Silas Roberto Nogueira

Arthur Walkington Pink nasceu em Nottinghan, Inglaterra, em 1 de abril de 1886. Embora tendo sido dedicado a Cristo por seus pais antes do seu nascimento, militou durante algum tempo da sua mocidade no movimento teosófico. Aos 22 anos, convertido ao evangelho, sentiu-se chamado ao ministério. Em 1910, aos 24 anos, cruzou o Atlântico para estudar no Instituto Bíblico Moody, em Chicago, mas dois meses depois aceitou o convite para trabalhar o ser pastor de uma igreja (batista) em Silverton, Colorado, abandonando o curso.


Autodidata, adotou o calvinismo como posição teológica. Em 1916 casou-se com Vera E. Russell. Pouco se sabe, além da suspeita de aparente insucesso, da sua experiência pastoral antes de se tornar um professor itinerante da Bíblia em 1919. Em 1922 começou uma revista mensal que lidava exclusivamente com a exposição bíblica chamada “Studies in Scripture” (Estudos nas Escrituras). A revista nunca teve mais que mil assinantes, mas Pink descobriu que a maioria deles eram ministros e que passavam o que haviam aprendido das suas exposições a seus rebanhos, o que lhe agradou muito. De 1925 a 1928 ele esteve na Austrália, pastoreando, pregando e escrevendo. Ainda em 1928 retornou à Inglaterra e em mais tarde, 1929, retornou aos Estados Unidos, onde pastoreou no Colorado, em Kentucky e na Carolina do Sul. Foram oito anos de pastoreios mal sucedidos, que para alguns tinha a ver com sua rigidez doutrinária e sua personalidade difícil.



Depois de algum tempo Pink veio a rejeitar algumas das doutrinas que abraçara anteriormente, após considerá-las à luz das Escrituras. Entre as crenças abandonadas podemos citar o seu rompimento com o dispensacionalismo no início da década de 30, contra o qual escreveu uma série de artigos entre 1933-1934 sob o título Dispensationalism e depois, em 1952, mais cinco artigos sob o título A Study on Dispensationalism (Dispensacionalismo, uma análise, PES). O dispensacionalismo com o qual ele esteve envolvido pode ser definido como “clássico” ou tradicional em contraste com a versão moderna chamada “neo dispensacionalismo” ou “dispensacionalismo progressivo”. Nestes estudos Pink chama sua antiga posição como “método moderno de maltratar as Escrituras”. Contudo, segundo Iain Murray, em “The Life of Arthur W. Pink” (versão revisada e ampliada), página 297, Pink nunca se desvencilhou completamente do dispensacionalismo, de forma que esse sistema influenciou seu pensamento sobre a igreja, considerando assim as igrejas cristãs em geral como estando em estado de apostasia, de tal modo que nunca procurou levar uma vida de membresia regular.

Em 1934 retornou à sua terra natal e em 1940 passou a residir na Ilha de Lewis (Escócia) onde viveu em isolamento até o fim dos seus dias. Nesse período dedicou-se com afinco a escrever e produziu vários livros e milhares de artigos, mas não obteve nenhum sucesso editorial. Seus estudos na Epístola aos Hebreus resultaram em um comentário com 127 capítulos e somam mais de mil páginas! Em 15 de Julho de 1952 Pink falecia, segundo dizem, de anemia Se durante seu ministério, segundo alguns, pouco realizou e, quando faleceu era quase desconhecido entre os evangélicos, após a sua morte o Senhor fê-lo uma influência mundial que contribuiu tanto para a defesa da fé quanto para a edificação dos santos.


Soli Deo Gloria!
Algumas frases de A. W. Pink

“A tendência da moderna teologia — se se pode chamá-la de teologia — é sempre rumo a deificação da criatura ao invés da glorificação do Criador”.

“Não perguntamos: ‘Cristo é seu Salvador', mas: ‘É ele, real e verdadeiramente, seu Senhor?' Se Ele não for seu Senhor, então, com a mais absoluta certeza, ele não é seu Salvador”.

“Submissão é uma aquiescência ao soberano direito de Deus em fazer conosco aquilo que Lhe agrada.”

“Onde não existe o clamor: “desventurado homem que sou!”, deve haver um grande temor de que ali não existe, de maneira alguma, comunhão com Cristo”

“O fundamento de todo verdadeiro conhecimento de Deus deve ser uma clara apreensão mental de suas perfeições como reveladas nas Escrituras. Não se pode confiar, adorar ou servir a um Deus desconhecido”.

“O Deus deste século vinte não se assemelha mais ao Soberano Supremo das Escrituras Sagradas do que a bruxuleante e fosca chama de uma vela se assemelha à glória do sol do meio-dia.”

“O Deus de que se fala atualmente no púlpito comum, comentado na escola dominical em geral, mencionado na maior parte da literatura religiosa da atualidade e pregado em muitas das conferências bíblicas, assim chamadas, é uma ficção engendrada pelo homem, uma invenção do sentimentalismo piegas.”

“Os idólatras do lado de fora da cristandade fazem "deuses" de madeira e de pedra, enquanto que os milhões de idólatras que existem dentro da cristandade fabricam um Deus extraído de suas mentes carnais. Na realidade, não passam de ateus, pois não existe alternativa possível senão a de um Deus absolutamente supremo, ou nenhum deus. Um Deus cuja vontade é impedida, cujos desígnios são frustrados, cujo propósito é derrotado, nada tem que se lhe permita chamar Deidade, e, longe de ser digno objeto de culto, só merece desprezo”.

Livros por A. W. Pink

Atributos de Deus, PES
Outro Evangelho, PES
Dispensacionalismo, uma análise, PES
Deus é Soberano, Fiel
Enriquecendo-se com a Bíblia, Fiel