domingo, 8 de maio de 2011

Eleição Incondicional - Quem escolhe quem?


Por Silas Roberto Nogueira

Efésios 1:3-14

INTRODUÇÃO 

E
leição incondicional é uma consequência lógica da Depravação Total. Se o homem não pode fazer absolutamente nada com referência à sua salvação, então Deus tem que intervir para salvá-lo. No texto que lemos na semana passada isso ficou bem claro na adversativa que Paulo usou – Mas Deus” (2.4-10).  No texto que estudaremos juntos hoje Paulo nos ensina sobre aquilo que antecede a nossa salvação no tempo e expõe sobre o eterno propósito de Deus, a Eleição. Para entender melhor a questão definimos eleição como o ato de Deus, antes da criação, de escolher algumas pessoas para a salvação, não por causa de algum mérito antevisto nelas, mas somente por causa de sua boa vontade. Os versículos que lemos, no grego, formam uma única sentença gramatical complexa com pouco mais de duzentas palavras. Paulo não pontua as frases com pontos finais, o que parece é que ditou tudo isso num só fôlego num êxtase de adoração. De fato, como diz John Stott “todo o parágrafo é um hino de louvor”.
Para facilitar o estudo do trecho você pode seguir a pontuação da Almeida Revisada e Atualizada (ou Almeida Século 21) e dividir o texto em três estrofes: do v. 3 ao 6 temos a obra do Pai que dos tempos eternos nos escolhe para Si mesmo ; do v.7 ao 12 temos a obra do Filho que nos redime no presente; e do v.13 ao 14 - o enfoque da obra do Espírito selando os eleitos para a redenção final, no futuro. Há mais um detalhe, cada uma dessas estrofes é seguida pelo estribilho – “para o louvor da glória da sua graça”, v.6,”para louvor da sua glória”, v.12 e “em louvor de sua glória”, v.14. Em seguida à estrutura, você deve notar o tema da passagem. Paulo louva a Deus pelas bênçãos espirituais que os crentes em Cristo receberam. E como diz Lloyd-Jones “o ensino é que aqueles que gozam estas bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo gozam-nas porque foram escolhidos por Deus para isso”. A eleição divina é, portanto a fonte de toda a bênção espiritual. Nosso tema hoje é justamente a Eleição Incondicional. É muito importante a maneira como abordamos o assunto, pois muitos mal-entendidos podem ser evitados com uma abordagem correta desta doutrina. Por isso não abordaremos este assunto com espírito argumentativo, nem com espírito partidário. Jamais devemos fazê-lo com paixão ou dogmatismo, mas é um assunto que devemos abordar com reverência, com sentimento de adoração, como Paulo o fez. Tendo tudo isso em mente, há algumas lições básicas contidas no texto que quero partilhar com os irmãos hoje, são elas:

1.    A ELEIÇÃO NÃO É FRUTO DA ESPECULAÇÃO, MAS DA REVELAÇÃO, v.3,4
A primeira coisa sobre a eleição é que tal doutrina não é fruto da especulação humana, mas da revelação divina. Não foi Agostinho de Hipona quem criou tal doutrina, muito menos Calvino o fez.  A doutrina da eleição é fruto da revelação divina, Mt 25.34; Lc 12.32; Jo 6.44; 15.16; At 9.15; 13.48; 2 Ts 2.13; 2 Tm 1.8,9; 1 Pe 1.2. Lloyd-Jones diz que o que temos aqui sobre a eleição não é uma argumentação, mas uma afirmação. A Bíblia nunca argumenta acerca destas doutrinas, simplesmente as coloca diante de nós; faz uma afirmação e a deixa ali, como tal. Diz ainda Lloyd-Jones declara que a Bíblia não somente não argumenta conosco sobre a doutrina como também desaprova tal argumentação, Rm 9.9,10. É, com certeza, um assunto difícil, contudo um cristão bíblico não deveria jamais ignorá-la por essa razão. Qual é a doutrina cristã que não apresenta dificuldades? A Bíblia expõe a doutrina da Trindade, mas não a explica. Devemos rejeitá-la? A Bíblia expõe a doutrina das duas naturezas de Cristo, mas não explica. Devemos rejeitá-la também? De modo nenhum, aceitamo-las pela fé. De igual modo recebemos a doutrina da eleição.
   
2.    A ELEIÇÃO TEM DEUS COMO SEU AUTOR, v.3,4
A segunda coisa quanto à eleição é que fomos escolhidos por Deus. A palavra usada aqui para “escolheu” no grego tem o sentido de selecionar entre um e outro ou selecionar alguns de um grupo maior. Não é uma palavra especial, mas um termo comum empregado, por exemplo, na escolha de Cristo dos seus discípulos (Lc 6.13), na escolha que a igreja em Jerusalém fez dos seus diáconos (At 6.5) ou na seleção dos delegados oficiais do Concílio de Jerusalém (At 15.22,25). Aqui a palavra é usada em conexão com a seleção que Deus fez de pecadores para a salvação. A maneira como Paulo usou a palavra (verbo na voz média) aqui significa que Deus escolheu os crentes para si mesmo. Não devemos especular a motivação divina na escolha, nada nos é dito quanto a isso apenas que tal escolha visava o louvor da glória de Deus, v.6,12,14.  Podemos dizer que Deus tem o direito de escolher alguns homens para a salvação por que:
(a)  É um Deus pessoal.
Seres pessoais fazem escolhas, tomam decisões. Deus é um seu pessoal. Deus não é indiferente ao destino dos homens, por isso escolheu alguns homens para a salvação de acordo com o Seu eterno propósito, v.11. Não foi uma mera escolha, mas uma escolha de acordo com um propósito (Rm 8.28-30).
(b)  É amor.
Deixados em nossa condição de mortos espiritualmente estaríamos irremediavelmente condenados como “os demais”, 2.3. “Mas Deus”, diz Paulo, “sendo rico em misericórdia, pelo imenso amor com que nos amou...” (2.4,5,6) interveio em nosso favor. O amor de Deus motivou a escolha, Jr 31.3; Rm 9.13.
(c)  É justo.
Ninguém é mais apto do que Deus para fazer uma escolha justa. Ele não é influenciado por nada externo, Dt 10.17; Ef 6.9, por isso sua escolha é absolutamente imparcial. Não há injustiça em nenhuma de Suas decisões e propósitos.
(d)  É Soberano.
Somente Deus tem o direito inalienável de fazê-lo, pois só Ele é soberano.   Paulo pergunta: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?” (Rm 9.20,21).
A eleição, portanto é uma expressão da livre vontade (1.5) e soberana graça de Deus, 2 Tm 1.9,10. 

3.    A ELEIÇÃO É INCONDICIONAL
O terceiro ponto que quero destacar é que a eleição é incondicional.  A eleição incondicional é conseqüência natural da doutrina da depravação total. Se de fato o homem está morto espiritualmente e preso no cativeiro do pecado, então quaisquer que fossem as condições da parte de Deus o homem não poderia cumpri-las. A eleição é incondicional porque não está condicionada a coisa alguma que Deus veja em nós que nos torne dignos de sermos escolhidos por Ele.

4.    A ELEIÇÃO É DE PESSOAS PARA A SALVAÇÃO, v.4 (“vos escolheu”)
Quando falamos em eleição alguns defendem a ideia de que tal eleição é nacional ou para o serviço ou ministério, negando uma escolha divina de pessoas para a salvação. Não negamos que haja na Bíblia uma eleição nacional e ou para o serviço, contudo aqui esse não é o caso. Paulo usa o pronome “nos” e isto deixa evidente que a eleição divina é pessoal e para a salvação. Em 1 Tessalonicenses o apóstolo dos gentios declara que fomos destinados por Deus para a salvação, 1 Ts 5.9. A palavra usada tem o sentido de alguma coisa ou pessoa que é colocada em determinada posição ou lugar com propósito específico (1 Co 12.18), tem também o sentido de designação (1 Tm 1.12;2.7). Ainda aos mesmos crentes declara: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13).

5.     A ELEIÇÃO TEM CRISTO POR FUNDAMENTO, v.4
Paulo deixa claro que o fundamento da eleição é Cristo – “como também nos elegeu nele...”. Cristo é referido neste trecho 15 vezes, essa ênfase indica que Cristo é a chave para a compreensão de tudo. O propósito salvífico do Pai é realizado por Cristo. Esse “nele” quer dizer que:

(a)  Sem Cristo não há eleição.
O sentido da frase, segundo o grego, é que na mente de Deus os eleitos e Cristo foram considerados simultaneamente na eternidade, 1 Pe 1.17. Assim sendo, não pode haver uma coisa sem a outra.
(b)  Os eleitos crerão em Cristo.
Em outras palavras, os escolhidos crerão em Cristo como seu único e suficiente salvador, Jo 6.37-44; 17.6-10,20; 2 Tm 2.10. Em Atos 13.48 está claro que a fé é resultado da eleição. Jesus declarou que as suas ovelhas crerão nele, Jo 10.26,27.
(c)  Os eleitos terão Cristo por seu representante
Notemos que o texto diz que fomos eleitos “nele”. Para Dr Hendriksen o sentido da expressão é que Cristo torna-se o representante dos eleitos, isto é, seu cabeça federal. Os incrédulos têm como representante o primeiro Adão, os eleitos, o segundo, Rm 5.12-19. 
(d)  Os eleitos foram dados à Cristo
Ter sido eleito em Cristo tem o sentido de ter sido dado à Cristo. Na sua oração sacerdotal vemos que os eleitos pertenciam ao Pai, contudo Ele os confiou ao Filho, Jo 17. O próprio Cristo declarou que aqueles que o Pai lhe confiou viriam a Ele, Jo 6.44.

6.    A ELEIÇÃO OCORREU NA ETERNIDADE, v.4
A afirmação paulina é que essa escolha de Deus por nós ocorreu na eternidade, antes que houvesse mundo. O fato, então, é que nós não existíamos e Deus já nos havia escolhido para si mesmo. Paulo assevera a mesma coisa aos tessalonicenses: “entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação...”. Ao jovem pastor Timóteo, o apóstolo escreve: “...Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,” (2 Tm 1.8,9). Isso significa que a decisão de escolher-nos ocorreu sem nenhuma influência externa, isto é, não havia possibilidade de prever fé para então escolher. Por isso Paulo diz que a escolha de Deus por nós foi “conforme a sua própria determinação e graça”. Quando Deus escolheu Israel deixou claro que isso nada tinha a ver com qualquer qualidade neles: “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos” (Dt 7:7,8). O mesmo pode ser dito sobre os crentes do NT, nenhum deles é eleito e salvo por qualquer de suas qualidades, 2 Tm 9,10; Ef.2.8-10.


7.     A ELEIÇÃO É PARA A SANTIFICAÇÃO, v.4 (“para sermos santos”)
Está claro no texto que fomos escolhidos para sermos o que não éramos, isto é, santos. Santificação é uma marca dos eleitos, ao contrário do que muitos pensam. A santificação é resultado da eleição, não seu motivo. Ninguém que não seja santo pode pensar em si mesmo como um eleito. Todas as vezes que o NT menciona a eleição ou predestinação deixa evidente que o resultado disso é a santificação, 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.1,2;

Conclusão:
Para concluir, quero rapidamente tratar de algumas objeções à doutrina da eleição oferecendo aquilo que entendemos ser a devida resposta: 
1)    A eleição incondicional implica em que Deus faz acepção de pessoas. Essa é uma das mais comuns objeções que fazem aqueles que repudiam a doutrina bíblica da eleição. Como respondemos? Primeiro dizemos que qualquer pessoa que diga tal coisa está colocando o caráter de Deus em questão. A Bíblia diz que Deus não faz acepção de pessoas. Mas a Bíblia diz que Deus escolheu homens para a salvação. As duas declarações não são antagônicas ou contraditórias. Significa que na eleição, Deus não cometeu acepção de pessoas. Note que o contexto dos textos sobre acepção de pessoas refere-se ao respeito humano, coisa que Deus não leva em conta quando escolhe, pois nem mesmo existíamos. Depois, pouco antes, no segundo ponto, esclarecemos que Deus é o único capaz de fazer uma escolha como essa de modo absolutamente justo.
2)    Deus previu os que creriam e então os escolheu. Essa posição se baseia em 1 Pedro 1.1,2. Bem, concordamos que a eleição é segundo a presciência. Contudo, perguntamos onde no texto diz que a presciência refere-se à fé. Note no texto que a presciência refere-se a indivíduos – “aos”, v.1. O mesmo nos é revelado em Romanos 8.28-30, observe – “daqueles... aos... os... e aos... a esses... e aos... a esses... e aos... a esses”. Depois, a Bíblia deixa claro que a fé é dom de Deus, Ef 2.8-10. Por último, a palavra “presciência” tem um pano de fundo judaico e traduz uma palavra hebraica cujo sentido é o de amor eletivo. Assim sendo, a palavra presciência tem o mesmo sentido de predestinação. Como diz Abrahan Booth (1734-1806): “se as pessoas foram eleitas porque Deus sabia que elas iam crer, por que então precisavam ser eleitas?”
3)    A doutrina da eleição é um obstáculo à evangelização. Veja 2 Tm 2.10. Paulo sabe que Deus tem os seus escolhidos, e justamente por isso está animado para pregar o evangelho, suportando todas as aflições do ministério. (Tt 1.1-3). O moderno movimento de missões nasceu com um calvinista chamado William Carey. Muitos calvinistas têm pregado o evangelho em cumprimento à Grande Comissão. É melhor pregar sabendo que alguns virão porque Deus os dispõe a fazê-lo do que pregar sabendo que nenhum virá porque não pode e pior que isso, não quer. 
Podemos dizer que a doutrina da eleição considerada segundo aquilo que as Escrituras afirmam será motivo de:
1)   Consolo aos crentes: Quando Paulo afirma aos crentes de Roma que “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28), ele apresenta a obra divina da eleição como a razão pela qual eles podem estar certos e seguros dessa verdade. O versículo 29 começa com uma conjunção explicativa “pois” (“porquanto”, ARA; “porque”, ARC). Em outras palavras, Paulo diz que Deus sempre agirá em favor dos seus escolhidos.
Jonathan Edwards disse o seguinte sobre o conforto que a doutrina da soberania de Deus traz:
A doutrina da absoluta soberania e livre graça de Deus em mostrar misericórdia a quem Ele quer mostrá-la; e a de depender absolutamente o homem das operações do Espírito Santo, têm-me parecido como dou­trinas suaves e gloriosas. Estas doutrinas têm sido para mim grande delícia. A soberania de Deus sem­pre me tem parecido ser grande parte de sua glória. Muitas vezes tem sido para mim um deleite aproximar-me dEle, adorá-lo, como Deus soberano, e dEle supli­car soberana misericórdia
2. Humildade para os crentes: As palavras de Charles Spurgeon são úteis aqui:
 Penso que, para uma pessoa piedosa, a eleição é a dou­trina que mais humilha, de quantos há no mundo — por afastar toda confiança na carne, ou todo apoio em qualquer coisa, exceto Jesus Cristo. Quantas vezes não nos revestimos de nossa justiça própria e nos enfeita mos com as falsas pérolas e jóias de nossas obras e em­preendimentos. Começamos a dizer, “Agora, sim, se­rei salvo, porque tenho esta e aquela evidência”. Em lugar disso, é uma fé simples, desnuda, que salva. So­mente essa fé nos une ao Cordeiro, independentemen­te de obras, embora seja a fé o que produz tais obras. Quantas vezes nos apoiamos em alguma obra, que não é a do nosso Amado, e confiamos em algum poder, que não é o que vem de cima. Se quisermos que tal poder nos seja tirado, consideremos a eleição. Detém-te, ó minha alma, e considera isto. Deus te amou antes que viesses a existir. Amou-te quando estavas morta em de­litos e pecados, e enviou seu Filho para morrer por ti. Comprou-te com o seu precioso sangue, antes que pu­desses balbuciar seu nome. Podes, pois, envaidecer-te com alguma coisa?
Não sei de nada que mais nos humilhe do que esta doutrina da eleição. Algumas vezes, procurando enten­dê-la, tenho-me prostrado diante dela. Tenho aberto as asas e à maneira das águias, tenho alçado o vôo na direção do Sol. Meus olhos têm-se fixado nele, minhas asas não me têm falhado, por certo tempo. Mas, ao aproximar-me dele, e só pensando nisto — “Desde o princípio Deus vos escolheu para a salvação” — vi-me ofuscado pelo seu fulgor e cambaleante sob a força des­se poderoso pensamento. E dessa elevação estonteante abateu-se-me a alma, a dizer prostrada e aniquilada, “Senhor, não sou nada, sou menos que nada. Por que escolheste a mim? A mim?
Amigos, se vocês querem ficar humildes, estudem a eleição, pois ela os fará assim, sob a influência do Es­pírito de Deus. Quem se orgulha de sua eleição, esse não foi eleito. E quem se humilha por considerá-la, esse pode crer que foi eleito. Tem toda razão de crer que o foi, visto como um dos mais benditos efeitos da eleição é esse de fazer-nos humildes perante Deus”. [1]
3.  Confiança na pregação do Evangelho: Citamos aqui as palavras de William G. T. Shedd:
 “É mais provável que um pecador creia e se arrependa, se a fé e o arrependimento dependerem inteiramente do poder regenerador do Espírito Santo, do que se dependerem em parte da força de vontade desse pecador. E é mais provável ainda, se dependerem inteiramente desse poder. O crente sabe que, se sua fé e arrependimento fossem deixados, em parte ou de todo, à sua própria iniciativa, não chegaria a crer nem a se arrepender, visto ser tenazmente inclinado ao pecado, gostar dele e aborrecer a confissão humilde do mesmo e não querer lutar contra ele.
“A luz do mesmo princípio, é mais provável que o mundo de pecadores chegue à fé e ao arrependimento, se isto depender inteiramente de Deus, e não de todo ou em parte da vontade letárgica, volúvel e hostil do homem. Se o êxito do Espírito Santo depende da as­sistência do pecador, Ele pode não ter êxito algum. Mas se o seu êxito depende inteiramente dEle mesmo é certo que terá êxito. É melhor confiar a Deus tão imenso bem, a salvação da grande massa do gênero humano, do que confiá-lo a este, seja de todo, seja em parte. Dizem as biografias de ministros e missionário bem sucedidos que quanto menos faziam depender seu êxito da vontade dos pecadores, tanto mais pregavam e tanto mais vitórias contavam em sua pregação.” [2]
4. Louvor por parte dos crentes: Isso é evidente no texto que estudamos, v.3,6,12,14. Aos crentes de Tessalônica Paulo diz “devemos sempre dar graças a Deus...” (2 Ts 2.13). A eleição incondicional deve conduzir-nos ao mais profundo louvor a Deus por Sua infinita graça e imenso amor. Soli Deo Glória!

  


[1] Charles Spurgeon, Sermão sobre a Eleição, Sermons, Vol. II, pp. 83, 84.
[2] William G. Sheed, Dogmatic Theology, Vol. 1, pp. 461, 462.

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Segundo sermão da série As Doutrinas da Graça, exposição realizada na Comunidade Batista da Graça, Rua Tókio, 842, Cid Edson, Suzano/SP, maio de 2011. 

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