segunda-feira, 21 de maio de 2018

HISTÓRIA DOS BATISTAS

                                                 Notas de Aula de História dos Batistas

Silas Roberto Nogueira



 De onde vêm os “batistas”? Definir a origem dos “batistas” é uma questão controversa. Três teorias são defendidas sobre a origem dos batistas, vejamos: 


(a) J-J-J – as iniciais referem-se a Jerusalém, Jordão e João (o Batista). Os que advogam esta teoria dizem que os batistas vêm da linha ininterrupta desde os tempos em que João o Batista efetuava batismos no Jordão. 


(b) Parentesco Espiritual – segundo esta teoria os batistas mantém o parentesco espiritual com os anabatistas do sec. XVI. 


(c) Separatistas ingleses do sec. XVII – segundo esta teoria os batistas se originaram dos movimentos Separatista e Puritano surgidos na Inglaterra. 


Os que defendem a posição (a) enfrentam problemas sérios de interpretação e bases históricas, já os que defendem a posição (b) deverão notar que, embora haja pontos comuns entre batistas e anabatistas, há sérias divergências entre os dois grupos. A posição (c) tem contado com apoio de maior número de evidências e também apoio dos principais historiadores batistas da atualidade tais como Michael A. G. Haykin e Thomas J. Nettles, Champlin Burrage, W. T. Whitley, J. H. Shakespeare e B. R. White, e os historiadores batistas dos principais seminários nos Estados Unidos e na Europa.

John Smith

Os batistas na Inglaterra: Seguindo a posição de que os batistas têm suas raízes no movimento separatista e puritano do séc. XVII devemos retroceder até John Smith (1570-1612). Smith era clérigo anglicano que por sua discordância de algumas doutrinas da Igreja Anglicana acabou juntando-se a um grupo “separatista” por volta de 1607. Mais tarde aderiu ao batismo somente de crentes e deixando a Inglaterra partiu para a Holanda junto com muitos membros de sua congregação. Na Holanda, Smith abandonou as antigas convicções e aderiu ao arminianismo florescente e também a um grupo menonita, o qual o rebatizou e com ele sua igreja. Alguns dos membros discordando do novo posicionamento de Smith voltaram para a Inglaterra em meados de 1611, entre eles estava um advogado chamado Thomas Helwys (1575-1616). O grupo de Smith que ficou na Holanda acabou unindo-se definitivamente aos menonitas. Helwys, por sua vez na Inglaterra, fundou uma igreja que por suas convicções e seu arminianismo deu origem aos “Batistas Gerais”, isso em 1612. É importante mencionar que essa igreja não batizava por imersão, mas a efusão, embora mantivesse alguns dos chamados distintivos batistas. Helwys escreveu um livro “Uma Breve Declaração sobre o Mistério da Iniquidade” onde tratava da liberdade religiosa e de consciência, que culminaram em sua prisão e falecimento no cárcere, em 1615. A igreja que fundou, porém, sobreviveu a ele e multiplicou-se, sendo que em 1647, havia 47 igrejas. Contudo, os “batistas gerais” foram quase extintos no séc. XVIII. Há um grupo de “Batistas Gerais” nos EUA de persuasão arminiana, mas sua origem se deve a Benoni Stinson (1789-1869), em 1823.


Os “batistas particulares” (calvinistas) surgiram sem nenhuma conexão com os “batistas gerais”. Um puritano chamado Henry Jacob (1563-1624) que acreditava que por sua natureza a igreja deveria ser “independente” começou uma igreja assim em 1616, em Londres. Jacob escreveu um ensaio intitulado Princípios e Fundamentos da Religião Cristã no qual defendia que: 

(a) uma igreja deveria ser formada de modo voluntário e somente de pessoas regeneradas, 

John Lathropp
(b) que a igreja local deveria ser independente e soberana sobre sua administração e no cuidado dos seus interesses e 

(c) que deveria ter como oficiais os pastores, presbíteros e diáconos. Esses princípios e mais alguns se tornaram um legado aos batistas. O segundo pastor dessa igreja foi John Lathropp (1584-1653) que a assumiu em 1624 ficando até 1634. 

Henry Jessey
Em 1637 Henry Jessey (1603-1663), outro puritano, assumiu o pastorado. Sob Jessey a Igreja veio a afirmar o credobatismo, isto é, o batismo somente dos que professam a fé, em 1638. A congregação cresceu rapidamente e em 1640 já não podia se reunir mais no mesmo local. Em 1641, começaram a batizar por imersão, pois até então praticavam a efusão ou aspersão. Já em 1644, ao lado de outras sete igrejas batistas elaboraram a Primeira Confissão de Fé Batista de Londres, precedendo a de Westminster (Presbiterianos) em dois anos.


John Spilsbury (1593-1668) deixou a igreja batista onde Henry Jessey (1601-1663) pastoreava e em 1638 começou outra igreja batista particular. Essa igreja cresceu sendo que em alguns anos contava com cerca de 300 membros. Três grandes líderes batistas particulares quase totalmente desconhecidos atualmente foram Hanserd Knollys (1599-1691), William Kiffin (1616-1701) e Benjamim Keach (1640-1704).


Hanserd Kenollys deixou a Igreja da Inglaterra por suas convicções batistas e começou a reunir um grupo de pessoas para os quais pregava regularmente em sua casa. Posteriormente esse grupo veio a se tornar uma igreja batista da qual ele foi pastor de 1645 até sua morte, em 1691. Essa igreja chegou a ser frequentada por quase mil pessoas. Knollys sofreu encarceramentos, teve os bens confiscados e pelo menos uma vez chegou a ser apedrejado. Ele atalhou muito para consolidar a causa dos batistas. Há um fato curioso sobre Knollys quando enfrentou certa enfermidade grave. Pondo em prática o que se diz em Tiago 5:14,15, mandou chamar os presbíteros, entre eles William Kiffin, pediu que fosse ungido e orassem por ele. Pouco tempo depois estava totalmente recuperado. Era um homem de coragem e sua alegria mesmo em meio aos sofrimentos era notória e exemplar.


William Kffin
William Kiffin uniu-se à igreja de Spilsbury logo no início. Pouco tempo depois, em 1640, um grupo resolveu sair para abrir outra congregação num lugar chamado Devonshire e Kiifin foi escolhido como seu pastor. Ele pastoreou essa igreja durante 61 anos. Kiffin foi perseguido e preso, mas permaneceu fiel e se tornou um dos mais destacados líderes batistas da Inglaterra durante 50 anos. Benjamim Keach era um autodidata e foi preso diversas vezes por pregar sem licença. Em 1668 uniu-se a uma igreja batista geral de Londres. Contudo, sob influência de William Kiffin e Hanserd Knollys aderiu à posição calvinista. Em 1672 ele começou uma igreja batista particular em Horselydown, Southwark. Essa congregação cresceu e posteriormente veio a ser pastoreada por John Gill e Charles Spurgeon. Os batistas sempre enfrentaram muita oposição e perseguição. De acordo com o historiador Philip Shaff (1819-1893) os batistas sofreram mais do que qualquer outro grupo não conformista, exceto os “quakers”. Foi somente após o Ato de Tolerância (1689) que a perseguição cessou na Grã-Bretanha e os batistas puderam construir seus templos ou capelas e cultuar com liberdade.


O movimento batista ganhou força no período da Guerra Civil inglesa (1641-1651). Uma igreja surgiu em Porton em 1655, e o coronel John Rede ( ? – 1710) foi eleito um dos seus presbíteros. A igreja cresceu rapidamente e efetuou muitos batismos, mas não há registros de atividade entre 1660 e 1675, quando Charles II foi restaurado no trono. Certamente a igreja sofreu perseguição e até John Rede passou algum tempo encarcerado na Torre de Londres. Uma outra igreja batista surgiu por volta de 1647 em Bewdley. John Tombes (1603-1676) um ex-clérigo anglicano começou a manifestar dúvidas acerca do batismo infantil por volta de 1627. Pouco tempo depois, por causa de suas posições e envolvimento em sérias controvérsias sobre o assunto afastou-se da igreja anglicana. Tombes começou uma igreja batista em Bewdley, vila próxima de Kiddminster, onde o puritano Richard Baxter (1615-1691) ministrava. Segundo Baxter, a igreja de Tombes nunca passou de 22 membros, sendo que três deles se tornaram pregadores batistas. Tombes era um polemista e apesar da amizade com Baxter, chegou a debater com ele sobre o batismo infantil e defendeu o batismo por imersão. Esses dois pontos, entre outros, são considerados distintivos batistas. 


Matthew Henry
Por volta de 1687, como resultado das pregações do jovem Mathew Henry (1662-1714) uma igreja batista foi organizada em Chester. Tal congregação chegou a ter 250 membros em poucos anos de existência. Quando tinha 42 anos Henry começou a trabalhar num comentário bíblico baseado em suas notas de pregação. Esse comentário é uma obra indispensável para o estudioso e está disponível ainda hoje, inclusive em língua portuguesa. Henry deixou a igreja de Chester em 1712, indo para Hacney, onde assumiu um novo ministério por pouco tempo, pois faleceu em 1714.





Uma importante igreja batista começou por volta de 1650 em Londres. A princípio era um pequeno grupo que se reunia de casa em casa de modo clandestino por causa da proibição de Charles I (1600-1649) contra os independentes e separatistas. Seu primeiro pastor foi William Rider, de 1653 a 1665. Em 1688 a lei de restrição de culto foi revogada e a igreja construiu uma capela em Souhwark. Benjamim Keach pastoreou a igreja de 1688 até a1704. Durante seu ministério a igreja cresceu consideravelmente. John Gill, um dos mais importantes teólogos batistas do século XVIII, pastoreou a igreja por 51 anos. Depois dele John Rippon (1751-1836) serviu ali como pastor por 63 anos. Logo no início do ministério de Rippon um grupo de 40 pessoas deixou a igreja para começar um novo trabalho, cujo pastor foi um certo William Button. Durante o ministério de Rippon a igreja experimentou grande crescimento e se tornou uma das maiores congregações do país. Mais tarde, em 1833, a congregação mudou-se para New Park Street (Rua do Novo Parque), onde a capela podia acomodar 1.200 pessoas sentadas e 300 pessoas em pé. Para aqueles que acham que a localização de uma igreja é essencial ao crescimento é bom lembrar que essa igreja estava num dos piores lugares de Londres. Spurgeon, que foi o mais ilustre dos seus pastores certa vez declarou: “se os diáconos levassem 30 anos para escolher um bom lugar para enterrar uma igreja, não teriam arranjado lugar melhor que esse...”. Mas a igreja resistiu e cresceu. Sob o ministério de Spurgeon que durou 38 anos a igreja experimentou um crescimento ainda maior, chegando a 5 mil pessoas. Mais tarde uma reforma ampliou o que veio a ser conhecido como Tabernáculo Metropolitano para 6 mil lugares. Atualmente o Tabernáculo é pastoreado por Peter Master.


Havia uma igreja batista em Bedford que se originou em 1650, mas nada sabemos dos seus membros fundadores. Seu primeiro pastor parece ter sido John Gifford. Algumas senhoras desta igreja apresentaram John Bunyan (1628- 1688) a Gifford. Ele exerceu poderosa influência sobre Bunyan que se juntou à igreja em 1653. Convertido, Bunyan começou logo a pregar nas imediações de Bedford, a partir de 1655. Centenas de pessoas vinham ouvi-lo. Em 1660, Bunyan foi preso por pregar sem licença. Algumas vezes os carcereiros permitiam a ele que saísse e toda vez que isso acontecia, ele pregava. Na prisão ele produziu uma das mais belas obras cristãs, O Peregrino. Embora seja esta a mais conhecida de suas obras, Bunyan escreveu diversas obras tendo por companheira apenas a sua Bíblia! Em 21 de janeiro de 1672 a congregação de Bedford convidou Bunyan para ser seu pastor, embora ainda estivesse preso. Ele foi solto em maio do mesmo ano e ocupou o púlpito da igreja batista de Bedford até sua morte em 1688. A igreja de Bedford existe até os dias de hoje, sendo local de visitação por causa do museu John Bunyan.


Os batistas na América do Norte: Duas igrejas surgiram quase ao mesmo tempo na América do Norte. Ambas disputam a posição de primeira igreja batista na América do Norte. Uma delas foi iniciada por Roger Williams (1603-1683) e a outra por John Clark (1609-1676). Williams era um homem muito capacitado, foi ordenado com ministro da igreja da Inglaterra, mas sua adesão ao puritanismo, especialmente à ala dos separatistas e independentes, logo minaram qualquer possibilidade de continuar como ministro anglicano. Williams soube dos planos de alguns puritanos de partir para o Novo Mundo e aderiu a eles, chegando a Boston em 1631.


Roger Williams se instalou em Boston assim que chegou. Contudo, partiu dali para Plymouth por entender que a igreja de Boston não era uma igreja totalmente “purificada” (isto é, ainda mantinha fortes laços com a Igreja da Inglaterra). Em 1634 Williams foi impedido de assumir o pastorado em Salém por John Cotton, que inclusive ordenou a sua expulsão do território por, entre outras coisas, defender o direito do nativo à propriedade da terra, opor-se à igreja oficial e advogar a ideia da separação entre o Estado e a Igreja. O inverno era rigoroso do seu banimento. Mergulhando na floresta, Williams foi acolhido pelos nativos e pouco tempo depois fundou Providence, em 1636. Em 1638 a Primeira Igreja Batista na América foi fundada por Williamns. Os doze membros fundadores foram re-batizados – ao que tudo indica, por imersão – inclusive Williams e se organizaram sob os princípios batistas. Historiadores são concordes em afirmar que a maior contribuição do batista Roger Williamns foi sua forte ênfase na separação entre a Igreja e o Estado e a liberdade de consciência. Estes são dois dos princípios batistas sustentados até hoje.


John Clarke (1609-1676) nasceu na Inglaterra, onde se formou médico. Envolvido com a causa dos puritanos, resolveu partir da Inglaterra para o Novo Mundo. Chegou em Boston, em 1637. Algum tempo depois, Clarke fundou uma igreja em Portsmouth em 1638. Mais tarde essa igreja foi também pastoreada por Obadiah Holmes (1607-1682). Holmes nasceu em Preston, Lancashire, Inglaterra. Envolvido com a ala independente dos puritanos, resolveu partir para o Novo Mundo em 1639. Era um homem de fortes convicções e chegou a ser preso e açoitado por defender os princípios batistas. Contra Holmes também pesou o fato de se posicionar contra o batismo infantil. Ele assumiu o pastorado da igreja batista em Newport em 1651 e esteve ali até sua morte. A fé batista na América floresceu. Outras igrejas batistas começaram a surgir em muitas colônias, mas o núcleo mais forte foi constituído em Filadélfia. Havia uma igreja batista em Pennepk, hoje parte da cidade de Filadélfia, foi organizada em 1688 e seu primeiro pastor foi Elias Keach, filho de Benjamim Keach, notável pastor batista inglês. Em Filadélfia foi organizada a primeira Associação Batista, em 1707, que adotou uma Confissão de Fé calcada na confissão batista inglesa de 1689. No séc. XVII arrefecendo a perseguição diminuiu crescimento batista. O séc. XIX viu o aparecimento da obra missionária dos batistas norte-americanos.


Três homens não podem ser ignorados quando tratamos da formação dos batistas norte-americanos. O primeiro é John Myles (1627-1683). Estando sob a influência de batistas particulares (calvinistas) na Inglaterra, começou o trabalho batista no País de Gales em meados de 1649. Até 1662 Myles trabalhou arduamente na plantação de pelo menos quatro igrejas batistas. Por causa da perseguição religiosa sob Charles II, partiu para a colônia de Massachussetts em 1663. Por volta de 1667 Myles fundou uma congregação batista em Swansea, a primeira igreja batista em Massachussett. Ele pastoreou esta igreja, exceto por alguns anos, até sua morte. O segundo homem a ser mencionado é Thomas Goold (1619-1675) que fundou em Boston, em sua própria casa uma igreja batista, em 1655. Goold foi perseguido e preso por suas convicções, mas depois de solto foi-lhe permitido continuar à frente da congregação. O terceiro homem foi Henry Dunster (1609-1659), primeiro presidente de Harvard. Dunster era anglicano de persuasão puritana, mas discordava do batismo infantil. A partir de 1653, quando nasceu seu filho, expos publicamente suas convicções defendendo o batismo apenas de crentes. Em consequência disso foi afastado do ministério e mudou-se para Plymouth, onde se tornou uma forte influência sobre Goold e os batistas. Dunster exerceu ministério na igreja batista em Boston e será sempre lembrado como uma dos grandes batistas da história.


Os batistas no mundo: Os batistas sempre carregaram a tocha da evangelização. O “pai do movimento moderno de missões” foi o batista calvinista William Carey (1761-1834). Carey foi um dos fundadores da Sociedade Batista Missionária de Londres, na Inglaterra. Como missionário na colônia dinamarquesa, Serampore, Índia, evangelizou, fundou escolas e traduziu a Bíblia para diversos idiomas. Muitos outros seguiram os seus passos. Mas os comerciantes não viam com bons olhos a obra dos missionários com medo de que de algum modo pudesse afetar as relações comerciais. Assim, os comerciantes conseguiram um decreto que impedia o embarque de missionários da Inglaterra para a Índia. Mas ao fecharem essa porta, outra logo se abriria. Nada impedia que os missionários embarcassem da América do Norte para a Índia. Deste modo apareceu o trabalho missionário dos batistas norte-americanos. Nessa conjunção surge o batista norte americano Adoniran Judson (1788-1850). Ele fundou o trabalho batista na Birmânia, sendo ele o primeiro americano enviado como missionário! Devido aos seus esforços, a primeira associação batista da América. Judson enfrentou perseguição e foi preso, período durante o qual sua esposa e filha morreram. O movimento de missões cresceu e se fortaleceu entre os batistas, especialmente pelo trabalho do ex-missionário batista Luther Rice. Missões passou a ser uma das marcas das igrejas batistas.


Os batistas no Brasil: Os Batistas Norte Americanos foram grandemente motivados a evangelizar o mundo. O primeiro pregador batista que trabalhou no Brasil foi Thomas Jefferson Bowen. Ele havia sido missionário na África, mas decidiu vir ao Brasil e aqui chegou em 1859. Contudo, Bowen, por motivos de saúde foi embora em 1861. Em 1871, Batistas emigrados dos Estados Unidos organizam a Primeira Igreja Batista do Brasil em Santa Bárbara d'Oeste. Anos mais tarde, em 1879, outro grupo de emigrados faz surgir a segunda Igreja Batista em solo brasileiro em Santa Bárbara d'Oeste no bairro da Estação, onde atualmente se localiza a cidade de Americana. Em 1881 chegam, William Buck Bagby e Ana Luther Bagby; Zacarias Taylor e Kate Taylor. Os primeiros missionários são recebidos em Santa Bárbara d'Oeste e logo filiam-se à Igreja Batista existente e começam a estudar a língua portuguesa, tendo Antonio Teixeira de Albuquerque como professor. Pouco tardou para que os dois casais de missionários, unindo-se a Antonio Teixeira de Albuquerque rumassem para o Estado da Bahia, onde em 1882, organizaram a Primeira Igreja Batista de Salvador. Bagby, em 1884 veio para o Rio de Janeiro, e tendo conhecido Elizabeth Williams, que era membro da igreja de Spurgeon, começaram a reunir-se em sua casa e logo organizou-se a Primeira Igreja Batista no Rio de Janeiro em agosto do mesmo ano.


 
Os principais grupos batistas no Brasil: O trabalho batista se expandiu e em 1907 alguns batistas fundaram a Convenção Batista Brasileira. A CBB é a maior agremiação de batistas no Brasil, mas não é a única e nem mesmo é necessário ser filiado a ela para ser batista, como alguns pensam. 





Temos por exemplo, os Batistas Regulares que sugiram em 1932, nos EUA, quando as Igrejas Batistas de lá começaram a sucumbir ao liberalismo teológico. O nome “regular” refere-se ao fato de serem conforme a regra, a norma. No Brasil, o movimento chegou à região nordeste em 1935 e 1936 com os missionários William A. Ross e Edward Guy McLain respectivamente. MacLain ao chegar ao Brasil se instalou no Ceará, onde se deu inicio a 1ª. Igreja Batista Regular no Brasil. Depois, os Regulares espalharam-se pelo Brasil tendo mais de 700 igrejas. A doutrina é “fundamentalista” (i é, defendem a inspiração das Escrituras, o nascimento virginal de Cristo, Sua morte, Sua ressurreição física e Sua segunda vinda pré-tribulação e pré-milênio) e separatista. De modo geral têm uma orientação calvinista e rejeitam todo e qualquer envolvimento com o pentecostalismo e ecumenismo. Seguindo a mesma orientação teológica estão os Batistas Bíblicos saídos da Convenção Batista do Sul (EUA) em 1950 quando esta capitulou diante do liberalismo, aceitando o evolucionismo. Eles chegaram Brasil em 1953, com o missionário Byron McCartney. 



Saídos da C.B.B. surgiram os Batistas Nacionais, que dentre os líderes destacou-se Enéas Tognini. Tognini era filiado à CBB até seu envolvimento com a chamada Renovação Espiritual. A Renovação Espiritual era um movimento de caráter pentecostal que surgiu dentro das igrejas “tradicionais” (históricas). Os Batistas Nacionais organizaram-se em 1965 a partir de 51 igrejas batistas formando a Convenção Batista Nacional que se distingue por seu caráter pentecostal.


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